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Machismo no ciclismo? Mulheres pedalam?

19/07/2017
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Os espaços permeados por ciclistas tem ganho grandes avanços na atualidade, muitas vezes pela visibilidade que meio alternativos tem. Outras vezes pelas vantagens de saúde e bem estar que o pedal proporciona, e pelo amor ao esporte. E sem percebermos, o machismo ainda se torna presente.

Mas, se tratando de ciclistas mulheres ainda há muito que se avançar. Infelizmente ainda existe um grande problema que continua dividindo os ciclistas: O machismo nosso de cada dia.

Antes que haja brecha para dúvidas, ao longo desse texto quando referido machismo discorremos acerca de um problema estrutural causador de opressão em homens e mulheres. Isso pode também ser motivado por ambos os gêneros, mas que, sobretudo beneficia apenas um dos dois.

O feminismo

O feminismo por sua vez não possui conceito contrário ao sistema opressor que se chama machismo. O feminismo é um movimento, uma articulação que, em suas diversas vertentes busca uma coisa principal: igualdade e reconhecimento.

Dados disponíveis em uma matéria do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba/PR, de 2016, apontam o número de mulheres adeptas ao ciclismo como meio de transporte no cotidiano ainda é inferior ao de homens.

A matéria aponta que o principal fator para essa disparidade no meio ciclístico deve-se especialmente a preocupação. Se preferir, ao medo que as mulheres ainda tem de permear espaços que possam causar vulnerabilidade.

A hostilização das mulheres ciclísticas é muito palpável, embora preconceitos possam ser velados. A nossa atualidade repleta de acesso a informação não nos obriga ir longe para desenvolver consciência desse problema.

As dissidências são tamanhas que levam mulheres no Brasil todo a se articularem através de grupos femininos de ciclistas. O intuito é de não perder o direito de pedalar com o apoio de outras mulheres que vivem os mesmo problemas causados pelo machismo no meio.

Estados Brasileiros e o Machismo

No Estado de Minas Gerais após uma onda de assédios ocorridos na Massa Crítica de Belo Horizonte. É um movimento em prol do uso de meios de transporte não motorizados, surgiu em 2014 a Massa Crítica Feminista de BH. Essa, uniu uma diversidade imensa de mulheres que estava cansada de sofrer opressão no pedal.

Outros Estados brasileiros também possuem movimentos de pedal feminista em prol da união das mulheres pelo fim do machismo nos pedais.

Em SP a ciclista Vivian Souza foi atropelada após rechaçar uma cantada no trânsito, pelo homem que a abordou. Não bastasse todo o sofrimento de ser atropelada, Vivian relatou ter sido acusada diversas vezes de ter culpa no atropelamento porque deveria ter ficado calada. O relato de Vivian é só um exemplo dos inúmeros tipos de abusos que as mulheres infelizmente ainda sofrem. Esse sofrimento ocorre não apenas no meio ciclístico, mas o machismo infelizmente ainda é cultural e está em todos os meios!

Hostilização Feminina X Machismo

Outro meio que já hostilizou as mulheres no meio ciclístico, é o publicitário. Em 2015 um cartaz publicitário para uma competição ciclística da Bélgica gerou repercussão. Ele lançou uma campanha que virou alvo de denúncia contra sexismo e machismo no país.

O pôster fazia menção a um ciclista eslovaco que assediou uma Podium em 2013 na 97ª edição do Tour de Flanders. Ele trazia a frase: “quem apalpará”? A circulação do cartaz foi proibida no país e a União Ciclística Internacional – UCI se posicionou contra o cartaz publicamente.

Também existe hoje uma crítica ao fato do mercado disponibilizar modelos de bicicletas femininos. Questiona-se se de fato é comprovação cientifica a necessidade de um modelo especifico para mulheres ou se é apenas marketing “cor de rosa”.

Esse mercado gira em torno de adaptações que levam em consideração o tamanho menor das pernas, das mãos das mulheres. A questão é: padroniza-se o corpo da mulher para produção de um produto específico.

Então leva-se em consideração que como existem homens com essas características, também existem mulheres que as apresentam.

De todo modo, sabemos que no Mountain Bike, os modelos são padronizados para o desempenho e segurança dos atletas, independente do gênero.

Assim, é válido observar que a opressão que as mulheres sofrem dentro e fora das pistas pode processualmente ser desconstruída.

E a articulação das mulheres é essencial, e está acontecendo. O ramo de mecânica de bicicletas tem sido alvo de uma busca que gradativamente tem sido explorada pelas mulheres.

Ou seja: as intempéries sociais não vão afastar as mulheres daquilo que as motiva. É ocupando e resistindo que elas mostram que o mundo precisa mudar. Quer saber mais? Olha que bacana essa reportagem.

Coleção de Mulheres no Ciclismo

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